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Testemunho de Fidelidade


"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". Mateus 5: 14-16

Integrante da equipe do Padre Marcelo Rossi torna-se adventista

Maria Aparecida Sabina Gomes tem 27 anos e há pouco mais de quatro anos é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Ela participou do Acampamento de Inverno dos Jovens Adventistas, em São Roque, SP, onde concedeu esta entrevista ao pastor Sérgio Santeli, responsável pelo blog Minuto Profético.


Como era sua vida religiosa antes de conhecer a mensagem profética da Bíblia?
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Nasci e cresci em um berço católico. Fui devota de Maria e extremamente dedicada na Igreja Católica (ICAR). Aos 18 anos, envolvi-me com o trabalho do padre Marcelo Rossi, no Santuário do Terço Bizantino, na capital paulista, que faz parte do Movimento de Renovação Carismática da ICAR. Ali dediquei cinco anos do meu trabalho e trabalhava na equipe que auxiliava diretamente o padre Marcelo. Fiz esse trabalho com muito amor e dedicação.
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Quando ocorreu o primeiro contato com a IASD?
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Em 2002, uma colega simpatizante da IASD me convidou para assistir uma reunião na casa de uma família adventista. Nessa reunião assistimos ao vídeo “Apocalipse: a Resposta”, do pastor Luís Gonçalves. Fiquei encantada com a mensagem profética e sua ligação com a pessoa de Jesus. E depois…Depois dessas reuniões semanais, resolvi fazer uma visita à IASD de Vila São José, zona sul de São Paulo. Nesse dia, alguém que estava sentado do meu lado comentou que o pastor Luís Gonçalves começaria uma série de conferências intitulada “Apocalipse: a Resposta”, dali a 15 dias, ali mesmo naquela igreja. Não tive dúvidas: decidi assistir às reuniões. Tive a clara percepção de que o Espírito Santo estava me guiando. Depois de quatro meses, ao fim da conferência, me decidi pelo batismo. Agora, meu conhecimento de Jesus era mais profundo e a mensagem profética deu-me uma base muito maior para crer na breve volta de Cristo. Meu batismo foi realizado no dia 21 de dezembro de 2002.
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Você enfrentou oposição para se desligar da ICAR?
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Com certeza. Não foi fácil. Cheguei no coordenador geral da equipe que trabalha com o Padre Marcelo e disse que não estava mais feliz em realizar aquele trabalho e desejava afastar-me. Ele logo foi perguntando o porquê da decisão. Tomei coragem e disse-lhe que agora eu estava realmente conhecendo a Jesus e a mensagem da Bíblia. Percebendo que minhas convicções eram sólidas ele me pediu para falar diretamente com o padre Marcelo. Ele, por sua vez, tentou dissuadir-me de todas as maneiras. Como demonstrei estar realmente decidida, ele apenas afirmou com um leve toque em minha cabeça: “Você é cabecinha dura mesmo, não é?” Depois disso, outros ainda tentaram me convencer dizendo que tinham feito uma lavagem cerebral em minha mente e que eu não deveria tomar essa decisão porque estaria abandonando Maria, mãe de Deus. Ouvi muitas acusações contra algumas doutrinas características da IASD e outras coisas do tipo. Fiquei um pouco magoada com tudo aquilo, mas não ao ponto de deixar de amar meus amigos que ainda trabalham lá, e outros ainda que saíram de lá mas continuam na ICAR.
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E sua família?
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Lá em casa, só eu sou batizada. Meu estilo de vida mudou e, às vezes, algumas dificuldades aparecem. Mas, mesmo meus pais e irmãos não entendendo muito bem minha decisão, eu ainda os amo muito, e não paro de orar por eles.
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Olhando agora para trás, como você avalia essa decisão?
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Foi a melhor decisão que tomei em minha vida. Não me arrependo nem um pouco disso. Hoje sou realmente feliz, tenho a certeza da volta de Cristo e espero me preparar cada vez mais para esse dia.
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Gostaria de deixar uma mensagem aos nossos irmãos católicos?
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Sim. Se vocês estão sentindo falta de algo mais sólido em termos de doutrina, se estão com fome e sede da Palavra de Deus, então eu os aconselho a estudar profundamente os livros de Daniel e Apocalipse e constatar que Deus tem um plano maravilhoso para restaurar este mundo e acabar com o mal. Há uma realidade muito melhor do que este mundo de pecado. E Deus em breve estará concretizando esse plano para todos os que estiverem preparados. Precisamos conhecer cada vez mais nosso Salvador Jesus por meio da Sua Palavra.

Por Trás dos Tremores – Relato de uma Mulher Adventista.

“Sexta-feira 26/02/2010 e tudo parecia normal, fizemos o culto de pôr-do-sol, e logo eu e meu esposo Rodrigo saímos para visitar e prestar solidariedade à cunhada dele, pois seu avô havia falecido pela manhã; Retornamos para casa e nos preparamos para enfim descansar, pois no outro dia despertaríamos cedo para irmos à igreja.

Durante a madrugada, às 3:34 horas levamos um susto ao perceber um tremor de leve no prédio capaz de mexer com tudo que estava dentro dele; meu esposo já estava acordado pois já havia sentindo que o apartamento estava se mexendo de leve e estava pronto para fazer o que fosse preciso; e eu como não estou acostumada, despertei assustada depois de alguns segundos quando já podíamos sentir a cama se mover.

E a primeira coisa que eu disse foi “Amor o que ta acontecendo a cama ta mexendo, o prédio vai cair” e logo ele me pediu para ficar tranqüila e não ter medo e que apenas confiasse na proteção de Deus que logo este tremor iria passar; mas não passou e começou a ficar cada vez mais forte e logo podíamos sentir o prédio balançar igual a uma árvore, as coisas começaram a cair todas, logo percebemos que deveríamos abandonar o nosso lar, e de mãos dadas tentamos sair de dentro do apartamento, e posso dizer que correr quando não se encontra o chão e com movimentos não era fácil. Foi necessário ter tranqüilidade para sair correndo a um lugar seguro sem se importar com o que havíamos deixado para trás.

Foram 3 minutos de eterna aflição, medo, pânico, e tudo que nos deixa verdadeiramente apavorados.

Quando estávamos todos juntos com a família de Marilda do lado de fora, pudemos agradecer a Deus pelo tamanho cuidado por nós.

E enquanto esperávamos o tremor passar, podia ver como os prédios balançavam pra lá e pra cá e o quanto as pessoas gritavam umas para as outras para que todos pudessem sair dali com vida antes que pudesse acontecer alguma tragédia.

O barulho dos alarmes de carros soando se juntavam aos sons de explosões em postes de energia, ambulâncias, bombeiros e policias que se misturava com os choros, gritos, pânico se transformando em um côro de tristeza em meio à escuridão total de uma madrugada.

Depois daquele tremor forte de 3 minutos intensos com grau 7 na capital, muitos voltaram aos apartamentos para buscarem chaves de carros, celulares, e roupa de frio, pois saímos do que jeito em que dormíamos; outros para buscar às pressas barracas, objetos pessoais, coisas de valor e tudo aquilo que podiam colocar em malas para esperar pelo pior. As pessoas saíam em seus carros como loucos e sem rumo outros para irem até a casa de familiares.

O que me deu mais tristeza foi perceber que assim como muitos eu não estava tão preparada quanto pensava que estava naquele momento para se juntar aos salvos quando Jesus voltar; pude sentir também um imenso vazio dentro do coração por estar longe de todos aqueles que amo, mas percebi que a mão de Deus estava sobre mim e meu esposo nos concedendo tranqüilidade, paz e plena proteção.

Também não posso negar que senti um medo inexplicável, e cheguei até a dizer ao meu esposo “Amor vamos morrer e nem pude dizer o quanto amo minha família”, e ele disse que “você não podia sentir medo de morrer, só deveria estar preparada, pois nada acontece sem que Deus permita e que seja feita a sua vontade”; as palavras dele ficavam repetindo na minha mente enquanto minhas lagrimas rolavam em silêncio.

Nós tentávamos nos comunicar com minha sogra por telefone, mas estavam todos mudos, e voltamos à Idade da Pedra, então decidimos ir até lá para averiguar se estava tudo bem, e onde passávamos víamos o rastro de destruição, como casas completas e muros ao chão, famílias gritando por ajuda, carros destruídos e um pânico em toda capital de Santiago, pois a todo momento voltavam os tremores em pequenos graus.

A falta de noticia, de comunicação, as pontes e viadutos caídos e pistas e rodovias destruídas deixaram muitos abalados por não poderem chegar ou se comunicar com os seus familiares.

De minha parte, ficamos muito preocupados por não conseguirmos nos comunicar com minha família e dizer que estávamos todos bem, mas o Senhor é tão bom que quando já estávamos cansados e aflitos por falta de comunicação, consegui enfim falar por alguns minutos com meus pais e minha irmã para tranqüilizá-los e dizer que eu os amava muito.

Todo o país ficou sem água, energia, telefone e gás, e em todas as partes as pessoas e crianças ficaram desesperadas por terem perdido tudo e estarem com sede, fome e frio, e como a ajuda não chegava tomaram a decisão de saquear todos os lugares como supermercados, farmácias, padarias e até mesmo as casas que permaneceram em pé, a fim de encontrar o que pudesse suprir as suas necessidades; todavia, existem aqueles que se aproveitam do sofrimento alheio e por fim começaram a roubar todo tipo de eletrônicos, cigarros e bebidas alcoólicas dentre outras coisas para poderem vender.

O país se transformou em um campo de guerra, onde militares deram toque de recolher a fim de conseguir a ordem pública tendo permissão de atirar em qualquer que um que desobedecesse e viesse a causar a desordem.

O caos estava em toda parte, e o que nos confortava era saber que Deus estava com nós a cada momento e que sim é possível sentir a mão de Deus nos protegendo, e novamente agradecíamos a Ele por estar ao nosso lado sempre e sempre.

Estamos vivendo estes dias com cautela sempre pedindo em nossas orações com muito fervor tranqüilidade, paz, paciência, sabedoria, proteção e ajuda para que possamos passar por mais uma provação firme e forte na promessa do Senhor. E assim meu esposo e eu mais uma vez renovamos os nossos votos com Deus, para que um dia possamos estar todos juntos com os nossos queridos no céu.

Estamos mais certos do grande dia em que o nosso Senhor Jesus virá a este mundo para nos buscar e levar-nos a celestial Canaã e que logo se aproxima cada vez mais a sua vinda, pois o mundo e as pessoas estão cada vez mais loucos e incrédulos e não abriram seus olhos para perceber que as profecias já estão há muito tempo se cumprindo e que breve chegará o dia do juízo.

“Tudo posso naquele que me fortalece.” Filipense 4:13″



Texto escrito e eviado por Dieniffer Iglésias Muñoz.

Dieniffer é brasileira, Adventista, bacharel em direito, e hoje vive com o esposo, Rodrigo Muñoz, em Cerrillos, Santiago – Chile, desde janeiro de 2010.


Mulher Adventista